Há mais de três meses sem salários, com o
recebimento dos tickets de alimentação e vales transporte também
atrasados, mais de trinta funcionários terceirizados que prestam
serviços à Polícia Civil de Pernambuco estiveram, na tarde desta sexta
(16), na sede do SINPOL pedindo ajuda. Durante o encontro, a comitiva
recebeu cestas básicas e orientações jurídicas sobre como solucionar o
problema.
A maioria dos trabalhadores presentes
relatou estar passando por privações e situações vexatórias em razão dos
atrasos. Maria Clara de Souza, de 50 anos, trabalha na delegacia do
Varadouro e é uma dessas pessoas.
“Tenho passado muitas necessidades, às
vezes fico sem saber o que fazer. Tem horas que você olha para os quatro
cantos da casa e se desespera. Hoje eu to feliz por ter ganhado uma
benção dada por Áureo e sua equipe. Mas imagine o que é você trabalhar
duro e ainda assim ter que depender da boa vontade das pessoas. Muitas
vezes só almocei porque alguns policiais ficaram sensibilizados com a
nossa situação e nos trouxeram comida. Sinto vergonha dessa situação”,
desabafa.
Contratados pela Encrede, empresa
responsável pela manutenção do acervo da Polícia Civil, não é a primeira
vez que esses trabalhadores procuram o SINPOL pelas mesmas razões.
“Teoricamente esse não é um problema nosso. Mas essas pessoas são nossas
companheiras de trabalho, não podemos simplesmente fechar os olhos e
agir como se nada estivesse acontecendo, assim como tem feito o governo
do estado”, explica o Presidente do SINPOL, Áureo Cisneiros.
DO W/P
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