Um relatório elaborado pelo Ministério
da Transparência aponta que, do total de benefícios liberados na forma
de auxílio doença em maio de 2015, 81% apresentavam “indícios de
pagamentos indevidos”.
O documento foi divulgado na última
sexta-feira, 16. Segundo ele, naquele mês, foram pagos R$ 1,8 bilhão a
R$ 1,6 milhão de beneficiários. Desse total, 81% apresentavam suspeitas
de irregularidades.
De acordo com o relatório, R$ 721 mil
foram pagos a casos em manutenção há mais de dois anos; R$ 2,7 mil foram
pagos a pessoas diagnosticadas com doenças que não geram incapacidade;
R$ 77 mil pagos a doenças cujo prazo de recuperação e retorno ao serviço
é inferior a 15 dias; e R$ 500 mil foram pagos a casos que estavam há
mais de dois anos sem passar por revisão médica ou foram concedidos sem
perícia.
O relatório reúne dados das Unidades
Regionais do Ministério da Transparência e da Auditoria Interna do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, foram analisadas 54
das 107 autarquias do INSS responsáveis pela supervisão das perícias
médicas. A constatação é de que, somente em 2015, o governo gastou mais
de R$ 23 bilhões com o pagamento de auxílio-doença.
O documento alerta para “fragilidades
nos processos de trabalho do INSS, como inadequação da supervisão da
atividade de perícia médica, disponibilização de perícias inferior à
capacidade operacional alocada em atendimento e indícios de pagamento de
benefícios por um período superior ao estimado como necessário para
recuperação da capacidade laboral do segurado”.
Segundo o Ministério da Transparência,
“diante das situações identificadas, o INSS firmou compromissos para
aprimorar a concessão dos auxílios-doença”. As informações são do site
opinião e notícia.
DO W/P
