Beatriz foi morta a facadas em uma festa em um colégio de Petrolina, PE.
Perícia encontrou dois tipos de DNA masculino na cena do crime.
Ainda segundo as investigações, foram identificados dois perfis de DNA, distintos, do sexo masculino. Um deles foi encontrado na faca utilizada no crime e o outro nas unhas da mão direita da criança. Além dessas duas pessoas, outras cinco, que eram funcionários do colégio, ainda são considerados suspeitos de participar do assassinato.
A polícia revelou também que já tem elementos que apontam para o local onde a vítima pode ter sido morta.
homem com características de cor negra, magro, com as costas curvas, ombros largos e alto, identificado nas imagens, é o mesmo descrito por testemunhas como o suspeito que estava no bebedouro no momento em que Beatriz foi abordada. Ele tem um andar peculiar e cabelo volumoso.
Às 20h30 o homem trajando calça jeans azul e camisa tipo polo verde, com características idênticas ao mesmo indivíduo do bebedouro é identificado pela primeira vez nas imagens. Ele é filmado transitando em torno do colégio, pela calçada, mas não segue no sentido da escola e vira a esquerda. Uma hora e nove minutos depois ele volta ao local e segue no sentindo da Avenida Guararapes.
“Ele chega no portão da festa, para, coloca a mão na cintura, observa, dá uma olhada no movimento e aproveita e entra na escola”, detalha o delegado Marceone Ferreira. Pelo menos em dois momentos, ele é fotografado pelas câmeras de pessoas que estavam na festa. O último registro de foto foi feito às 21h51, no final das escadas.
Às 21h59 o suspeito é visto pela última vez por uma testemunha, que foi a última pessoa a sair do local do bebedouro e subir em direção a quadra. A polícia afirma que 12 segundo depois, Beatriz desce sozinha e não é mais vista. Depois de 20 minutos a mãe da menina, Lúcia Mota, desce para procurar a filha e não a encontra. Às 22h40, o professor da instituição e pai da criança, Sandro Romilton sobe ao palco e pede a ajuda dos convidados para procurar Beatriz.
A polícia afirmou ainda que não tem imagens do suspeito saindo pelo portão principal da festa, que fica na avenida Guararapes, após o homicídio.“Nós estamos ainda revendo as imagens, mas não temos a confirmação dele saindo do local do crime”, disse o delegado.
DNA dos suspeitos
Através da perícia feita na faca utilizada no crime e nas mãos da vítima, a polícia conseguiu identificar dois tipos de DNA diferentes, do sexo masculino e que estão ligados ao crime.
“Nós conseguimos encontrar um perfil genético no cabo da faca. Diante de vários exames e a partir da análise desse material, nós temos a certeza de que esse perfil, de um indivíduo do sexo masculino, foi o que utilizou aquela faca na cena do crime", assegurou o perito chefe do Grupo Especializado em Perícias de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP), Gilmário Lima.
Também foi colhido material de uma parte do corpo da criança. "O outro perfil genético foi através do exame por baixo das unhas da vítima, onde a gente encontrou um perfil, também do sexo masculino, distinto do encontrado na faca. Ou seja, na cena do crime nós temos DNA de dois suspeitos”, apontou Gilmário.
Retrato falado
A partir do DNA capturado na cena so crime, a polícia estuda a possibilidade de fazer um retrato falado com base nos perfis genéticos.
“Nós entramos em contato com um laboratório nos Estados Unidos e estamos tentando ver a possibilidade de usar a técnica do retrato falado a partir do perfil genético. Isso já logrou êxito nos Estados Unidos, em mais de um caso. Já conversei por e-mail e por video conferência com um especialista nesse caso e estamos tentando viabilizar essa possibilidade.”, contou o perito.
Em abril, durante uma entrevista, Gilmário Lima afirmou que Beatriz não foi morta na sala onde foi encontrada. Na época, a polícia ainda não tinha encontrado indícios que levassem até a área onde a criança foi esfaqueada. Durante a coletiva desta quinta-feira (8), o perito confirmou que foram encontrados elementos que apontam para o lugar onde a vítima foi assassinada, mas não entrou em detalhes.
“O local onde possivelmente ela foi morta, nós fizemos análise em diversos locais e temos um local, que passou por uma filtragem maior e encontramos algumas evidências nesse local e isso está no laudo. Porém, mantemos isso em sigilo. Mas, é um lugar bem próximo de onde o corpo foi encontrado”, garantiu Gilmário.
Crime
Beatriz saiu de perto da mãe, Lúcia Mota, por volta das 21h59, quando pediu para ir até o bebedouro, localizado na parte inferior da arquibancada e não retornou mais. O corpo da menina foi encontrado por volta das 22h50, em uma sala de material esportivo que estava desativada, devido a um incêndio que ocorreu em outubro de 2015.
Suspeitos
A polícia trabalha com a possibilidade de que mais de uma pessoa tenha assassinado a criança. “Pelas lesões, são lesões concentradas e que também podem ser de um agressor ou mais de um agressor, a gente também não descarta isso, devido a complexidade do caso. O fato de ter sido encontrada só uma faca, não quer dizer que foi apenas um", explicou Marceone.
DO G1
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