Delegado da Operação Tsunami vai investigar denúncias sobre shows
Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública comandará ações.
Denúncias são de André Rio, que teve vazados áudios de WhatsApp![André Rio [de brando na extrema esq.] leu carta ao lado de outros músicos pernambucanos (Foto: Everaldo Silva/TV Globo)](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tTypZVLI2uK98lqbELt8YDd6bCn2pII_GppuxqYkVVYouCIyckxVvRD3Ft7pQMDWqnZQoxW2KuCj5XP4k8cI8N4OYnxzQz7dgD5iJPM7P-cID4LzGBrPtYiOXhMpTcPOHtJZZtSBUF7MH1NAAtMmI1SgeZPz8HsnN3rAQkwLB60-zns0WUaISkoqmYMAo=s0-d)
O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros, determinou, nesta segunda-feira (27), que a Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública comande a investigação sobre possíveis irregularidades em cobrança de cachês para shows realizados pelo governo do estado. A denúncia foi feita na quarta-feira (22) pelo cantor e compositor André Rio, que teve vazado o áudio de uma mensagem de WhatsApp de um grupo privado.
De acordo com a determinação da chefia da Polícia Civil, o caso será investigado pela equipe do delegado Isaias Novaes. Essa é a mesma unidade responsável pela recente Operação Tsunami, que resultou na prisão de suspeitos de gestão fraudulenta na Prefeitura de Catende/PE.
A investigação foi solicitada pela Secretaria de Turismo de Pernambuco. O pedido chegou à Polícia Civil na sexta-feira (24). O alvo da apuração é a gravação espalhada pelas redes sociais. Nela, há denúncia de esquema de propina na Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) para a contratação de shows.Gostaria de esclarecer que o meu depoimento indignado foi contra a política de financiamento cultural do Estado que, em alguns casos, acaba propiciando que intermediários se aproveitem para explorar os artistas, condicionando a nossa participação nas grades de programação das festas dos municípios do interior, a partir de pagamento indevido de comissão”, pontua sem acusar ninguém.
Áudios
No primeiro áudio, Rio dá detalhes de como funcionaria o acordo. "Hoje me ofereceram quatro shows na Empetur. Quatro e mais dois na Fundarpe. Acontece que eu tinha que deixar metade do meu cachê de comissão. Tá vendo como são as coisas aqui nesse Estado, como está o Estado? Agora, tem muito artista aqui que aceita. (...) Depois ficam reclamando que a gente é tratado dessa forma. Se todo mundo não tiver uma postura de hombridade, de não aceitar, de denunciar. Eu não pago nenhum tipo de bola", afirmou.
No primeiro áudio, Rio dá detalhes de como funcionaria o acordo. "Hoje me ofereceram quatro shows na Empetur. Quatro e mais dois na Fundarpe. Acontece que eu tinha que deixar metade do meu cachê de comissão. Tá vendo como são as coisas aqui nesse Estado, como está o Estado? Agora, tem muito artista aqui que aceita. (...) Depois ficam reclamando que a gente é tratado dessa forma. Se todo mundo não tiver uma postura de hombridade, de não aceitar, de denunciar. Eu não pago nenhum tipo de bola", afirmou.
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